Cachos, low poo e no poo

Olá, pessoal!

Tudo bem?

Hoje eu to muito empolgada porque trouxe a primeira colaboração no Beauty by Glau! Uhuu!!

O momento é das cacheadas, né gente? Então, nada mais justo do que eu trazer alguém que mantém cachinhos lindos e muito bem cuidados pra dar dicas pra nós do que usar nos cabelos!

Hoje o post é da minha prima linda, a Eliza!

Bora ler?

  
“Quando nasce uma criança com o cabelo crespo ou cacheado, a maioria das famílias não sabe lidar, chama de “cabelo ruim”, traumatizando a criatura logo na infância. E isso é bem tenso porque pode trazer diversos problemas de autoestima. Bom, aí ela cresce achando que a única “solução” viável é o alisamento, relaxamento, progressiva etc. e enquanto não tem idade para isso, vive à base de chapinha, ou com o cabelo molhado, ou ensebado de tanto creme, ou até mesmo preso. Sei que muitas cacheadas e crespas se identificam com isso e têm histórias parecidas.

Mas essa tradição vem mudando. Hoje há uma grande corrente de crespas e cacheadas blogueiras e youtubers que exibem sua linda cabeleira e fazem o maravilhoso trabalho de ensinar os segredos, dar dicas, indicarem produtos e técnicas para cuidarmos dos nossos cabelos e aprendermos como eles podem ser lindos naturalmente, ficando o alisamento uma opção e não a única solução, até porque, nenhum cabelo é problema. O problema é você não saber lidar com a personalidade difícil dele e alisar por não ver uma luz no fim do túnel.

Bem, a primeira coisa que precisamos ter em mente é que falar de cabelo não é simplesmente falar de cabelo. É falar de identidade, aceitação, autoestima, saúde, amor e beleza, que não está no fim da lista por acaso, pois é preciso passar por todas as outras etapas antes de alcançar a verdadeira beleza.

Falar de cabelo é falar de saúde porque ele se “alimenta”, através dos vasos sanguíneos, absorvendo grande parte dos nutrientes que ingerimos, por isso, ele funciona como um termômetro do nosso corpo. Se alguma parte dele está afetada por alguma doença, mais nutrientes vão para ela e menos para o cabelo. Ou, se sua alimentação está ruim, ele também “avisa” ficando enfraquecido, e, portanto, perdendo brilho e beleza. Logo, dificilmente você terá um cabelo bonito se não comer aquelas coisas que sua mãe te obrigava a comer quando era criança, fazendo as mais variadas chantagens.

Além dessa nutrição, existe uma proteção natural, de um óleo formado na nossa glândula sebácea, que age diretamente na cutícula, parte mais externa do fio. Esse processo mantém a água (hidratação) dentro do fio – porque óleo repele a água – e protege o fio de agressões externas. E é aí que os cabelos cacheados e crespos sofrem mais: o óleo natural tem que percorrer um caminho com muitas curvas e ondas, o que faz com que ele acabe antes de completar o caminho. E é por isso que, falou de tratamento para crespos e cacheados, o principal ingrediente é óleo. E que seja puramente vegetal. Pode ser adicionado a máscaras e cremes ou utilizado puro. Besuntar o cabelo e o couro cabeludo com óleo vegetal não vai fazer com que ele fique oleoso, vai hidratar, amaciar, dar brilho e trazer diversos benefícios que variam conforme o óleo escolhido. Isso se chama umectação e essa técnica é conhecida como nutrição, mas já vimos que a nutrição do cabelo se dá de dentro pra fora, pela alimentação.

E é por esse “ressecamento natural”, que os cabelos crespos e cacheados requerem mais cuidado, o que, às vezes, demanda um pouco mais de tempo. Pois não é só passar o shampoo e o condicionador a semana inteira pra ele ficar lindo e sedoso. É preciso muito carinho, cuidado, amor e muita hidratação… mas muita mesmo. E além disso, evitar ao máximo o ressecamento. Tá, mas como? Calma, vou explicar: grande parte do ressecamento dos nossos cabelos é causado por maus cuidados, como: calor excessivo (secador, chapinha, água quente – sim, eles preferem água fria), excesso de shampoo, shampoo anti-resíduo, ou até mesmo escolha errada dos produtos. Então, é preciso evitar os agentes ressecadores.

Muitas cacheadas e até lisas estão entrando na onda low poo e no poo, técnicas aprimoradas pela cabeleireira inglesa Lorraine Massey, especialmente para cacheadas e crespas, mas que em nada impede as lisas e onduladas de utilizarem também. Afinal, as técnicas retiram da rotina capilar a utilização de substâncias que prejudicam a saúde dos fios, tratando-os da forma menos agressiva possível.

Low poo (pouco shampoo) consiste na utilização apenas de shampoo sem sulfatos e em quantidade mínima, mas com limpeza eficiente, para isso, precisa ser retirada da fórmula dos produtos, o que só o sulfato é capaz de limpar, que são os derivados de petróleo, óleos minerais (parafina líquida) e vaselina. E o no poo (sem shampoo) consiste na abolição do uso do shampoo na rotina capilar, e, para tanto, é preciso abolir também, além dos componentes proibidos para low poo, os silicones insolúveis em água. A limpeza dos cabelos, no caso do no poo, é feita através de co-wash (lavagem com condicionador), higienizadores próprios ou até mesmo bicarbonato de sódio diluído em água. E a reação da maioria das pessoas quando você fala que não lava os cabelos com shampoo, é pensar que seu cabelo é sujo. Só que não. Afinal, você não usa nenhuma porcaria que necessita de shampoo pra sair dos fios.

Bem, já falamos de nutrição e hidratação. Agora vamos para outra etapa do CC (cronograma capilar), a reconstrução. Nosso cabelo é composto por uma proteína chamada queratina (85%), água (12%) e lipídios (3%). E é por isso que, a maioria dos produtos ditos para “reconstrução capilar” contém queratina. Utilizar máscaras e cremes com esse componente, ou a própria queratina líquida pura, vão ajudar a repor massa capilar perdida com ações químicas. Mas cuidado! Muita queratina pode acabar enrijecendo demais os fios e fazendo eles quebrarem com mais facilidade.

Uma importante etapa para os cuidados com os cachos é a finalização. E para esta, existem inúmeras técnicas utilizando creme de pentear, leave-in, óleo, gel, mousse ou associação de dois ou mais desses, fazendo fitagem, plopping ou simplesmente passando os produtos de qualquer jeito, vai de você testar e encontrar o que funciona no seu cabelo. Após a finalização, existem alguns cuidados extras a se tomar com os cachos, que ajudam a mantê-los no day after:

§ Dormir em fronha de cetim – pois é um tecido liso, que não causa o atrito que forma o frizz e também não absorve como o algodão, mantendo a hidratação nos cabelos e conservando bem os cachos até você acordar.

§ Ulilizar tecido de algodão (como uma camiseta velha) para secar os cabelos em vez da toalha de banho, pelo mesmo motivo do atrito.

§ Evitar o uso de secador e, quando utilizar, que seja na temperatura mais baixa.

§ Lavar os cabelos na água fria, ou de cabeça para baixo, de forma que a água mais quente caia na parte traseira do cabelo, que fica escondida na nuca.
Dica extra: na cozinha da sua casa existem muitos ingredientes que podem trabalhar a favor da sua beleza, e não apenas comendo, mas compondo máscara de hidratação e umectação. Exemplo: azeite de oliva, amido de milho, achocolatado, cerveja, gelatina incolor, cenoura, creme de leite, leite de coco, maionese, linhaça, abacate, banana, ovo, açúcar, mel, limão, vinagre de maçã, entre outros. Há muitas receitas com cada ingrediente desses. Se joga na despensa, gata!

A grande questão por trás disso tudo é você aprender a conviver com seu cabelo da forma que ele nasceu, entender o que ele precisa e mantê-lo saudável, o que não significa ser obrigado a deixá-lo natural, e sim estar livre dos padrões sociais para usá-lo da forma que te faz feliz.”

Mara, né? Eu uso progressiva há 10 anos e nem me lembro mais como era meu cabelo antes! Hahaha

Mas as dicas são muito bacanas pra quem alisa também! Eu tenho feito low poo usando shampoo e condicionador Jhonson’s baby e meu cabelo nunca esteve tão macio e bonito! Até meu marido reparou que a queda de cabelo diminuiu muito!

Bora lá cuidar da cabeleira, meninas?

Beijinhos! 😘

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2 comentários sobre “Cachos, low poo e no poo

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